quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Não foi Santos Dumont que inventou o relógio de pulso. Quem foi então?

A descoberta(ou melhor, a invenção) do relógio de pulso remonta ao início do século XIX. O primeiro modelo conhecido foi criado por volta de1810–1812 pelo genial relojoeiro suíço Abraham-Louis Breguet, que o fabricou por encomenda da princesa Carolina Murat, irmã de Napoleão Bonaparte e rainha de Nápoles. Tratava-se de um pequeno relógio de bolso adaptado para ser usado no pulso, ainda como peça feminina e de luxo.

Durante o século XIX, relógios de pulso continuaram raros e quase exclusivos para mulheres. Em 1868, a Patek Philippe também produziu um modelo notável, mas foi no início do século XX que o acessório ganhou popularidade entre os homens.

Um marco importante aconteceu em 1904, quando o pioneiro da aviação brasileiro Alberto Santos Dumont pediu ao amigo joalheiro Louis Cartier um relógio prático para usar durante os voos — já que precisava das mãos livres para pilotar balões e aviões. Cartier criou então o famoso Santos, adaptando um relógio com pulseira de couro. Esse modelo ajudou a popularizar o relógio de pulso masculino.

A Primeira Guerra Mundial (1914–1918) consolidou de vez o uso: soldados precisavam consultar o horário rapidamente, sem tirar as mãos dos bolsos ou das armas, o que tornou o relógio de pulso indispensável.

Assim, o que começou como uma peça de joalheria feminina evoluiu para um objeto prático e universal, graças a uma mistura de inovação relojoeira, necessidade militar e o toque visionário de figuras como Breguet, Cartier e Santos Dumont. Hoje, ele é muito mais que um instrumento de medição do tempo: é um ícone de estilo e história.

Grok

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